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O Caldeirão do Alquimista

Na cidade de Lança do mar existe um estabelecimento peculiar chamado O Caldeirão do Alquimista. O lugar é uma loja abafada e repleta de potes e garrafas de todos os tamanhos e tipos, contendo estranhas e exóticas substâncias, cada qual, segundo Hückel, com suas propriedades mágicas.

Hückel é o dono do lugar e está sempre nos fundos trabalhando em suas soluções. É gordo e alto, e possui uma barba ruiva que circunda seu rosto redondo apenas, mas não se engane com a aparência bonachona, geralmente está atarefado com seus experimentos e já foi um dos maiores exploradores do sul na época que ainda viajava atrás de plantas e outros ingredientes para suas poções. É um homem de extrema inteligência. Seus conhecimentos o levaram a fama, seu estabelecimento logo se tornou conhecido por todo o sul, não pela variedade de infusões, óleos, unguentos e poções que ali se encontram, mas sim pela raridade dos itens ali encontrados, muitas das poções são desenvolvidas somente por Hückel. 

Quem nos recebe é Tina, uma moça de quem Hückel salvou a vida em uma de suas viagens. Como agradecimento a garota por muito tempo serviu sem nada pedir em troca, mas o tempo desenvolveu um sentimento paternal no alquimista. Ele ensinou Tina muitas de suas artes e ela agora cuida do homem que já começa a ficar velho além de o ajudar com a criação das poções e administrar o negócio. Tina é uma bela moça que desperta paixões em muitos dos clientes.

Anualmente Hückel realiza por uma semana uma pequena feira onde alquimistas dos reinos se encontram para trocar conhecimentos e também para recrutar novos aprendizes. É também uma excelente oportunidade para aventureiros que pretendem arrumar um trabalho, já que muitos são contratados para encontrar componentes raros que são necessários em muitas das fórmulas alquímicas. 

A Carroça


"Sollis conseguira escapar com vida nas montanhas, mas meu corpo jazia ali perto. Ele então mesmo cansado e ferido providenciou um pequeno enterro ali na margem do rio, e seguiu cambaleante em direção à estrada. A vista escureceu e ele tombou. Não fosse a sorte, ou sina... Passava por ali justamente A Carroça de Timmy, e este vinha cantarolando e assoviando de longe alguma canção. Sollis olhou para cima, a cara de abestalhado suja de barro sorria mesmo contorcida pela dor do tombo na terra. Timmy salvou Sollis e ele está bem"

 --Sombra, guia da sétima casa, mensagem dos ventos

Costela e A Carroça
 Timmy é um viajante bonachão e um vendedor astuto. Alto e muito magro, tem orelhas grandes e rosadas. Os cabelos são avermelhados e ele possui muitas sardas, mantendo apenas uma barbicha no queixo que não cresce muito. A única companhia do bom homem é Costela, um cão que, dizem, era seu irmão, mas teria sido transformado ao tomar uma poção há muito tempo, quando eram garotos. Dizem também que Timmy vive há mais de um século mesmo sendo um humano, pois sua Carroça tem além de bebidas, provisões e algum ou outro item, a fama de sempre guardar algumas poções que ele vende para aventureiros em apuros. Não é possível saber onde A Carroça está, a não ser que estejas com Timmy. Mas ele viaja sozinho, e também é conhecido por estar constantemente embriagado de algo. Timmy fuma um cachimbo que, jura, foi presenteado por Liundën, a mãe de Ecthelion Inglorion, e também vende ervas de fumo.


Por Carlos La Terza

A curandeira do gelo

"Em Turinnia existe, na parte mais gelada e infértil, uma pequena cabana. Ela fica situada ao pé de uma montanha que só se vê atravessando muitos dias de gelo vindo do sul. Ali, ao redor da casa, crescem pequenas ervas e vive uma senhora. Vez por outra grupos de aventureiros fazem jornadas até lá com o intento de salvar uma vida, ou procurando ervas mágicas.
A senhorinha cuida para que todos saiam de lá com respostas, e ninguém deixa de lhe ofertar boa comida e vinhos, aos quais ela aprecia e agradece com um sorriso simpático."

Diário de viagem - Tarannur Sannam

A Meretriz Perneta

Havia uma taverna em Farol Corsário que não era bem um ponto de interesse, a clientela era a pior possível e as coisas ali servidas tinham uma fama tão medíocre que afastava qualquer possibilidade de novos frequentadores. A dona do local, uma mulher chamada Soraya, havia sido outrora uma pirata, mas fracassara mais terrivelmente nesta "profissão" do que como dona de taverna. Durante sua vida no mar um acidente fez com que ela perdesse uma de suas pernas e a substituísse por uma de madeira.

Os lucros de seu estabelecimento eram cada vez piores e já sem alternativas para melhorá-los Soraya decidiu fazer "trabalhos extras" com alguns clientes que desejassem, uma vez que nenhuma meretriz em todo Farol aceitou trabalhar na sua espelunca. Mesmo a prostituição não lhe trouxe ganho algum, em sua última cartada para salvar o local resolveu convidar um bardo para tocar no local. No início da apresentação ela viu que a falência era seu único destino, o bardo era mau visto na cidade, suas músicas não agradaram e mesmo utilizando de toda sua virtuosidade para tocar não foi bem recebido. Mas fora o único que ela pode pagar e nenhum outro aceitaria o serviço. O bardo se esforçava, mas era inútil, um pirata bêbado jogou na cabeça do bardo uma garrafa de rum, o músico acidentalmente chegou próximo demais de uma vela e acabou se incendiando, por um tempo não notou o que se passava e não parou de tocar, quando percebeu o ocorrido saiu disparado e saltou no mar, os risos dentro da taverna eram ensurdecedores e naquela noite Soraya vendeu todo seu estoque de bebidas. 

Aquele bizarro espetáculo foi um divisor de águas na vida de Soraya, a história do bardo flamejante trouxe novos clientes e o dinheiro da noite em que o músico se apresentou permitiu que ela comprasse bebidas melhores, o bardo virou um ícone do local e por muito tempo tocou ali, vezes ou outra acabava em chamas. Soraya contratou novas garotas para trabalhar no local e algumas fazem os serviços de quarto que antes somente ela fazia. Finalmente deu um nome a sua taverna  e "A Meretriz Perneta" se tornou uma das mais frequentadas tavernas de Farol Corsário.

Colaboração: Gabriel "Ló" Arantes

Senhora Pureza

Uma das antigas leis de Porto Casto era a de proibição da prostituição, mesmo com o passar do tempo essa regra nunca foi deixada de lado. A cidade era conhecida por muitos como "Porto dos Castrados" e viajantes preferiam evitar ter de passar uma noite por lá, já que não haveria diversão.

Mas um lugar tem feito com que aventureiros decidam passar uma noite ao menos na cidade. A estalagem Senhora Pureza é uma das maiores e mais belas de todo Porto Casto, nela tocam os melhores bardos e servem desde o mais delicioso hidromel nórdico até os afrodisíacos licores de Líniven. Porém não é somente a qualidade das bebidas e a animação das músicas que dão fama ao local, podem ser encontradas ali as mais belas mulheres "solícitas" de todo o sul. Graças ao esforços de Madame Ágata, dona do estabelecimento, os guardas fazem vistas grossas às mulheres que trabalham no local. Um bardo chamado Byrdh "Língua Divina" de tempos em tempos se apresenta no local, suas canções são famosas e atraem muitos clientes.

Dizem alguns dos mais antigos fregueses da Senhora Pureza que a própria Madame Ágata já fez mais do que somente atender no balcão e administrar o local, e ainda hoje ela atende alguns clientes, os mais especias. Apesar de ser uma mulher que já tem por volta dos seus cinquenta anos Madame Ágata possui um corpo digno de despertar paixões e a admiração que suas ancas causam já foi a causa de muitas brigas neste afamado local.



Adagas das Sombras

"Não há muros intransponíveis nem trancas suficientemente seguras quando uma das 'Adagas' está a serviço"
Moth, o caolho - Taverneiro do Porão do Rato em Porto Casto

Muitos aventureiros por todas Ferius se autodenominam ladrões e vendem seus serviços para quem quer que queira. Os guardas das cidades estão sempre de olho nestes gatunos e estes sempre acabam trancafiados por algumas noites nas celas de uma prisão qualquer e voltam depois para suas atividades criminais sem grande importância. Mas uma organização criminosa deixa qualquer milícia preocupada, os "Adagas das Sombras".

Não se sabe ao certo quando esse grupo surgiu, mas a fama das habilidades fez crescer a popularidade entre os pequenos ladinos que atuavam em diversas cidades do continente e assim estes procuravam uma maneira de ingressar nas "Adagas", como ficaram conhecidos. Esse fato ajudou a organização a expandir-se pelo mundo rapidamente. Hoje não há cidade na qual os guardas não tenham problemas com essa facção criminosa.

Apesar de serem tão afamados por seus excelentes serviços, é extremamente complexo contratar uma das "adagas". Para se obter o serviço dessa guilda é preciso seguir uma série de passos que variam de acordo com o local. É comum engraçadinhos que começam a fazer perguntas demais pelas cidades desaparecerem por uns dias. Voltam a surgir, normalmente sem os pertences, mas quando questionados sobre o que aconteceu não dizem nada e preferem não se queixar a milícia. 

Apesar de serem temidos por muitos as "Adagas" não são um grupo de assassinos e é isso o que mais atrai a clientela, afinal sempre é melhor um "serviço" limpo do que alguém sujando a cena do crime com o sangue e levantando suspeitas.

Vila da Travessia

A Travessia
No encontro das entradas que levavam as mais importantes cidades do sul uma estalagem foi construída para abrigar os viajantes que por ali passavam. Na "Travessia", como era conhecido o lugar, havia um bardo que escutava atenciosamente todas as histórias que as mais diversas pessoas que passavam por ali contavam e habilmente as transformava em canções. Suas apresentações ficaram tão famosas que certa vez o rei lhe propôs terras e honrarias se ele se tornasse seu bardo pessoal. O bardo recusou dizendo que na corte não haveriam histórias e assim seu encanto acabaria.

As pessoas viajavam para ouvir suas canções, e algumas por ali ficavam, logo a estalagem estava cercada de casas e a vila que ali nascia foi batizada de Vila da Travessia em homenagem a estalagem que deu origem a tudo. Hoje a cidade conta com uma pequena guarda e um pequeno porto no lago onde barcos levam viajantes pelo rio até a capital e outras vilas menores. Há também uma pequena feira na cidade onde viajantes expõem suas mercadorias e cidadãos do local montam suas barracas oferecendo serviços variados. Outras estalagens também surgiram, mas nenhuma alcançou a fama e o status da Travessia.

Tendo uma localização privilegiada tornou-se uma cidade de enorme importância para o reinado, a estalagem ainda está lá  e é um dos maiores atrativos do local. Dizem que o afamado bardo que gerou tanta prosperidade ao lugar escondeu seu alaúde em algum lugar da cidade e dizem que o instrumento é capaz de proezas como conquistar favores da realeza ou deixar qualquer donzela apaixonada. Essa lenda ainda trás muitos cantores a cidade, mas até hoje ninguém foi capaz de encontrar o famoso alaúde ou se o fizeram nunca ninguém soube.

As guerras que se espalham pelo sul tem deixado um clima de incerteza na pequena cidade, mas os aventureiros que ali residem garantem que enquanto houver cerveja na Travessia nada de mal acontecerá ao lugar.

A Velha Folha


A Velha Folha é uma taverna localizada em Lança do mar, ao norte, onde costumam sair os barcos pesqueiros do povo em geral. Ela foi aberta por um elfo chamado Whedhill que navegou há muito tempo, quando começaram os ataques orcs e se estabeleceu na praia ao norte. Os senhores da cidade lhe concederam aquele pequeno pedaço de terra e desde então sua família toma conta do local, e ele mesmo do balcão. É auxiliado pela sua mulher Cinelle, que serve bebidas e também toca harpa. A taverna é famosa pela qualidade de seus vinhos e por ter sido entalhada dentro de um imenso tronco de uma árvore centenária, que ainda cresce. Também é famosa pela fé de Whedill, que mantém acima do balcão a seguinte inscrição em élfico:

"No interior de seu mais alto conselho, alguns dos elfos anciões resistiram espiritualmente, e são como a bruma dentro da floresta, aguardando para retornar"

Taverna O Crânio furado (pela besta do mar)




Na Cidade do Porto existe nos subúrbios a infame Taverna "O crãnio furado" que dizem ter sido fundada pelo próprio "Nick faca-nas-costas" um notório bucaneiro local, famoso por sempre ir preso por brigas, bebedeira, cantadas infames, e suas histórias de "no mar selvagem", é comum vê-lo na taverna, hoje já aposentado e não menos fanfarrão contando seus feitos a qualquer um que queira ouvir.

Trabalham na taverna:Raven uma linda barda que além de servir dizem usar seus poderes e sua beleza pra enganar e iludir os mais incaltos (também dizem que ela é ótima com facas)
Melvin o taverneiro um jovem da cidade que acredita que trabalhar o velho pirata o ensinará a ser um "lobo do mar" , além do próprio Nick faca-nas-costas, sempre bebendo e dando prejuízo a própria taverna
É também sabido que o local é excelente para digamos "assuntos ilícitos" trapaças, informações não oficiais, jogos....quando perguntado sobre atividades estranhas em sua taverna o velho pirata apenass diz "não sei do que está falando ,certamente está na taverna errada"
Outro detalhe no local é um crânio humano de enfeite no balcão com um furo na parte de cima que Nick jura ser do seu ex "sócio" devorado "pela besta do mar" ( o furo seria pelas presas do monstro embora basta analizar pra ver que o furo foi provocado por um punhal


Por Gustavo "Benivos" Ribeiro