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Deus da Guerra


O Guerreiro
Quando os elfos deixaram o continente e foram residir no reino de Anärion chegaram mais homens ao reino do sul além dos primeiros que ali habitavam, homens lutavam contra homens em busca do domínio do território, mas havia lá outros seres que habitavam também a terra e com os homens em guerra os seres se espalhavam derrotando exércitos e tornando as forças dos homens fracas e desorganizadas. Quando os homens se encontravam perdidos um guerreiro vestido com sua armadura dourada e um ameaçador martelo de guerra reuniu a todos sob uma única bandeira, os homens avançaram expulsando os inimigos das terras do sul, dizem que os seres fugiram para as florestas das sombras e de lá nunca saíram.

O guerreiro que comandou os exércitos não tinha nome, não tinha lar e depois que a paz foi estabelecida ele desapareceu. Os homens passaram a cultua-lo o chamando apenas de O senhor do Martelo, ou somente por O Guerreiro.

Hoje quando os homens saem pra guerra sempre carregam o estandarte que carregaram naquelas batalhas dos princípios, uma bandeira com o Martelo, e alguns afirmam que quando uma batalha parecia perdida, O senhor do Martelo surgia dando coragem aos guerreiros e os levando a vitória.

Apesar de não ser um deus dos elfos, depois da queda de Anärion algumas pessoas dessa raça passaram a cultuar esse deus principalmente os elfos que residem em Vila Forte.


O Homem sem Face - Deus da Morte

"Um homem pode tentar se esconder dos deuses, mas nenhum esconderijo é eficaz contra a morte."
Yrinio - Sacerdote do deus da Morte.

Não há homem no mundo que possa escapar das garras da morte, alguns a temem, outros ignoram o temor e se arriscam contra ela por riquezas, glórias ou amores, mas somente os escolhidos a tomam como devoção. Estes a respeitam.

Conta-se que há muito tempo depois de uma dura batalha entre reinos uma pequena aldeia foi destroçada por um exército que deixou os mortos espalhados como um sinal vazio de poder. Um homem com uma túnica cinza e um capuz da mesma cor então foi visto enterrando os corpos. O general que ordenara o ataque voltou a vila com o intuito de dar cabo do homem que o desafiou. Quando chegou vasculharam a vila e não encontraram nada, resolveram então passar a noite ali. Na manhã seguinte o general foi encontrado morto, havia um guarda dentro do quarto que choramingava num canto visivelmente transtornado, quando foi interrogado as únicas palavras que pronunciava eram "o homem de cinza... ele não tinha face". Apesar de todos os esforços nenhum homem foi encontrado.

As notícias deste ocorrido se espalharam e surgiram muitos outros homens em vestes cinzas após as batalhas que cuidavam dos mortos. Surgia assim o culto ao Homem sem Face, ou deus da Morte. Eram muitos os devotos no início e eram respeitados, templos surgiram por todo o mundo. Mas com o passar do tempo novos deuses surgiram e a Morte passou a ser tratada como um deus de mau agouro. Seus servos eram hostilizados seus templos foram destruídos e o culto caiu no esquecimento.

Hoje em dia os devotos são raros, alguns podem ser encontrados em cidades cuidando dos mortos, outros passam algum tempo viajando pelo mundo buscando conhecimento. Não há guerreiros entre os servos do Homem sem Face, todos são sacerdotes e geralmente são pessoas boas. Nenhum servo pode matar a menos que sua vida esteja em risco. As túnicas cinzas são seus trajes e as únicas armas que carregam são cajados. Muitos afirmam que existe um templo desse deus que nunca foi destruído, lá reside o supremo sacerdote da Morte, mas ninguém sabe de sua localidade e os clérigos não afirmam nem desmente sobre o assunto.


Deon, Deus dos feiticeiros e alquimistas

“O Antigo, é como lhe chamavam. Ele ainda vive.”
– Inscrição no rochedo ao sul de Aridah

A imagem de Deon, segundo os antigos 
Apesar de ser o Deus menos popular dos reinos do sul, a crença em Deon transcende o tempo das histórias dos Homens e parece se perpetuar desde a chegada das primeiras populações ao mundo conhecido. Entre as primeiras formas de registro escrito ou contado pelos velhos sempre esteve a figura do Antigo, pajé e filho da natureza.

Deon era o guardião dos tempos nas terras hoje conhecidos como Aridah e assim teria entrado em contato com os primeiros povos sendo responsável pelos aprendizes nos conhecimentos das artes mágicas. Deon ensinou sobre plantas e curandeirismo, dos poderes do Flurinnë antigo, das fendas nas montanhas e dos perigos e feras que habitam este mundo, sob a forma de um velho nativo.

Hoje após muito tempo, poucos são aqueles que dominam os caminhos secretos de Deon.

Vaya - A Deusa do sol

Antigo símbolo de Vaya

Luminosa, levando calor a todos os seres Vaya é a bondosa deusa do sol. É adorada por todos aqueles que buscam justiça e os ideais do bem e da compaixão. Vaya possui um bom número de seguidores e paladinos nos Reinos do Sul, guerreiros implacáveis contra o mal. 

Vaya é uma divindade muito antiga que vagava pelo espaço na forma de uma estrela flamejante. Um dia cansada de vagar sozinha no vazio encontrou um mundo que lhe agradou e simplesmente parou. Com o tempo seu calor possibilitou o surgimento de toda vida naquele mundo, assim contam os seus clérigos.

É considera por seus fiéis a mãe de toda a vida e dizem ainda que mesmo os outros deuses são seus filhos, seu desejo é espalhar luz, conforto e justiça por onde quer que seu nome seja dito. Seus servos são conhecidos por estarem sempre em busca de boas ações. 

Suas cores são o dourado e o vermelho. O simbolo de Vaya é o sol com o rosto de uma mulher.

O Andarilho


"Escutei essa de um homem antes do enforcamento, entre um trago e outro de um cachimbo que providenciamos como ultimo desejo: Não se preocupe, outro Andarilho virá". Minutos depois a correria. Em vez do homem debaixo do capuz estava a esposa do conselheiro da Cidade do Porto. Por sorte evitaram a morte da moça, mas não a fuga do tal andarilho." 
- Allain Kuhliggan, Cavaleiro da Guarda

O Andarilho é o Deus mais cultuado nos suburbios, por alguns piratas, bardos, jogadores, viajantes e prostitutas, mendigos e ladrões. Diz a lenda que um viajante encapuzado ganhou fama no princípio das navegações como um ladrão que não se podia apanhar, além de compor canções sobre seus próprios feitos e propagar suas lendas pelas tavernas nos subúrbios pelos reinos. Em seu último momento de vida, prestes a ser enforcado, ele pediu aos deuses que o salvassem, e dentro da masmorra surgiu a imagem de um homem velho, encapuzado, que lhe entregou um par de luvas. O velho carregava um instrumento de corda e juntos cantaram uma canção, que foi composta naquele momento, sobre os feitos que este homem ainda realizaria. O homem conseguiu fugir magicamente da forca e contou aos seus semelhantes sobre o tal Andarilho. Desde então seus feitos correram por muito tempo, e quando pensavam que o tal Andarilho havia morrido, novamente surgiam notícias de algum furto ou golpe. A lenda cresceu e ganhou fama, hoje diz-se que o Andarilho pode assumir várias formas, como O Mendigo, O Bardo ou O Ladrão e que a crença em seu nome tornou seus adeptos habilidosos e furtivos. Não há um local para o culto deste Deus, e mesmo já ouvi dizer que as tavernas são seus verdadeiros templos e pontos de encontro dos seus fiéis fora-da-lei.


Amaranthis - O Deus da Vingança

Quando os elfos chegaram ao local escolhido para ser seu futuro reino, conta-se que antes dos elfos expulsarem os orcs, um grupo de batedores tentou por livre vontade negociar a saída dos orcs pois não queriam manchar seu orgulho élfico com o sangue de "seres inferiores" mas os orcs nao aceitaram a presença ds elfos e atacaram ferozmente o grupo, na fuga apenas um elfo sobreviveu e retornou para seu povo e relatou o ocorrido.

O rei dos elfos enfureceu-se com aquela atitude e acusou-o de ferir o orgulho de sua raça condenando-o a prisão, e lá o elfo permaneceu até o fim e seus dias, sentindo-se traído, odiando seu próprio povo. Os elfos saíram vitoriosos da batalha contra os orcs e ergueram seu glorioso reino. O elfo traidor terminou seus dias totalmente esquecido. 

A morte não trouxe descanso a alma desse elfo, sua alma se consumia em ódio enquanto vagava pelas profundezas dos salões da Escuridão foi quando encontrou outra alma torturada e igualmente humilhada por seu povo do mundo superior, juntos em seu ódio suas almas se fundiram, com o tempo outras almas com desejo de vingança se uniram a eles e assim um espírito único e maligno surgiu com imenso poder, poder que permitiu que voltassem ao mundo superior. 

Voltaram ao mundo superior na forma de uma Sombra, um resquício daquilo que todas as almas foram enquanto eram vivas, mas voltar ao mundo os tornou fraco demais para sua vingança, mas o tempo os fortaleceu e rumores de um deus maligno autonomeado Amaranthis se espalharam pelo mundo, conquistaram servos e começaram a sua vingança. 

Os grandes sábios, homens e elfos, da época se uniram em marcha contra Amaranthis e conseguiram aprisionar sua alma novamente, caçaram seus servos e os destruíram. Mas ainda haviam seres com desejo de vingança no mundo e secretamente nutriam o desejo de reerguer o seu senhor, uma profecia foi então feita e suas palavras previam a volta do Mal para o mundo, mais forte e mais terrível... 

O símbolo de Amaranthis
Por Gustavo "Benivos" Ribeiro

Deus (Deusa) da Natureza

Grande Mãe
Quando os primeiros rumores de civilização começaram a se espalhar no sul os homens e elfos que ali viviam tinham a crença que a floresta que os cercavam era um deus que se espalhava na terra para protegê-los e guia-los nos seus caminhos.

Quando os elfos se instalaram no reino de Anärion, que na língua antiga significa guardiões da natureza, ergueram ali um grande templo em homenagem a Erundhir, como ele chamavam o deus da natureza, esse templo sempre foi um local de peregrinações dos elfos até antes do reino cair.  Mas os elfos não perderam sua fé e junto a sua fuga levaram suas crenças e no continente descobriram que seu deus tinha outro nome, A Grande Mãe, como era tratada pelos homens a natureza tinha todo o respeito dos homens, no reino do sul a floresta dos druidas é um local sagrado para os devotos desse deus e o elfos continuaram a tratar a esse deus por Erundhir sendo este um deus que possui dois nomes e duas faces, a de uma mãe resignada a defender seus filhos para os homens, e de um pai justo e zeloso para os elfos.

Erundhir
É um deus leal e bom que sempre está atento as preces de seus seguidores, seus templos nas cidades são marcados por um pequeno bosque de arvores nativas que estão ali desde o principio dos tempos quando o mundo ainda era jovem.


Por Gabriel "Ló" Arantes

Balenna a Deusa das águas




Chegando ao continente, existe uma pequena ilha que hoje encontra-se submersa, restando a vista, sobre a água apenas o que seria o restante dela. Segundo os antigos, esta era em tempos remotos a ilha de Balenna. A ilha recebe o nome da deusa do mar, pois ali eram realizados em tempos imemoriais, os ritos em seu nome, atraindo milhares de navegadores, e mesmo elfos e druidas de outras partes.

Conta a história que os primeiros povos a se atirar ao mar, tiveram um encontro com uma divindade de pele azul e corpo de mulher, que lhe fez sumirem os peixes e os tesouros de suas embarcações como um teste de fé. Alguns mais deastemidos tentaram contato e ao escutar sua voz doce se atiravam ao mar. Os mais velhos decidiram entregar como oferenda a moça mais bela da ilha, para que o mar deixasse de se revoltar e pudessesm novamente navegá-lo. Em recompensa Balenna devolveu os peixes e tornou o mar novamente calmo, e Elisa, como era o nome da jovem, retornou do mar numa manhã cinzenta, tornando-se assim a primeira sacerdotisa do mar, ainda cultuada como uma espécie de Deusa menor nos dias atuais. Balenna é uma deusa de tendência neutra, e é representada pela imagem de uma linda mulher de pele azulada para os navegadores, e uma baleia para os Druidas.