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O diário de Erindil

"Há alguns anos eu liderava uma expedição em nome da guilda Arcana. Nosso destino era uma pequena ilha ao sul do antigo reino de Anärion. Um aventureiro passou por aqui e nos avisou de que ao passar por perto da ilha avistou uma cabana abandonada. Até onde eu sei os elfos nunca habitaram aquele lugar e ficamos intrigados e fomos investigar.

A viagem foi dura. Tivemos que tomar muito cuidado para que os orcs que hoje em dia habitam o antigo reino dos elfos não nos vissem. Mas conseguimos chegar a tal ilha e assim como havia nos sido dito lá estava a velha cabana. Fomos numa embarcação alugada. Comigo haviam mais dois pesquisadores, um homem dos Agnathy e um outro da Ordem da Fé. Eu entrei só na cabana e a primeira coisa que avistei foi um livro em cima de algo que outrora fora uma mesa. Quando foleei o livro fiquei admirado e espantado, em minhas mãos estava um diário que relatava os últimos dias de vida de Erindil Anärion, o primeiro rei dos elfos do sul. Por um impulso guardei o diário em minhas coisas e o mantive oculto dos outros. Aquilo era parte de minha história e eu queria ser o primeiro a conhecer.

Encontramos outras coisas como vocês caros companheiros bem sabem. Mas eram pergaminhos com informações imprecisas que nada mais pareciam que devaneios transformados em textos. Mas agora eu lhes trago o diário e após anos debruçado na leitura e interpretação do que aqui está escrito eu vos digo que nada do que li é falso e encontrei profecias que já ocorreram, estão ocorrendo ou ainda estão por vir. Reuni a todos aqui primeiramente pra pedir desculpas pelo tempo que ocultei esse achado mas os chamei principalmente para uma alerta, precisamos agir e depressa."

Finihen, o mago verde - diante do Conselho dos Sábios

As conchas de Balenna

"Quando os druidas que viviam nas ilhas foram atacados pela primeira vez, Elisa se jogou ao mar. Foram sete dias e quando a luz sumiu do céu ela retornou com as conchas. Duas conchas, uma azulada e uma alaranjada com manchas escuras. Segundo Elisa a concha azul era o 'chamado das águas' e a 'concha escura' só deveria ser soprada no litoral quando chegasse o dia da última luta dos povos do sul, e o chamado só poderia ser realizado por um homem com o sangue dos primeiros e em caso de não haver mais nenhuma esperança.

A concha azul foi soprada.Os druidas foram atacados pela primeira vez e quando suas casas seriam queimadas Lohriel subiu as rochas e invocou as águas. Uma onda gigantesca se abateu sobre o litoral até o local das vilas e apenas os orcs foram mortos pelas águas. Balenna havia atendido o primeiro chamado.

Elisa, a sacerdotisa, já era idosa quando deste ocorrido, e as conchas existem como a história é real. Escrevo das palavras de Lucius, o branco, e de seu próprio diário."

"O povo druida" — do diário de Ghillian, o viajante sobre os povos do sul

                                                                                             

Ecthelion e a Ailindalë

Ecthelion Leaflong e a Ailindallë
                                                   

Os elfos tiveram dentre seus  recentes mentores Ecthelion Leaflong, e este foi o guia dos elfos durante cerca de cem anos. Ele foi um dos mortos em batalhas na invasão orc recente que tomou a Cidade da Floresta, e pouco antes da batalha ele forjou "Ailindalë", uma espada especial, pois foi feita dos fios de cabelos de Aiundë e Liundawë, suas filhas mortas por orcs num ataque furtivo as cegas ainda em Annarion.
A espada não só o tornou mais forte, mas também continha em si uma chama diferente que ardia quando cortava a carne de orc, chegando a ficar em brasa cauterizante quando utilizada por ele.
Conta-se que Ecthelion a carregou  junto aos 100 quando estes baniram os orcs pela primeira vez, mas numa busca suicida dentro das matas terminou perecendo, não se sabe onde. Os orcs tomaram a Cidade da Florestas e a espada se perdeu, assim como qualquer coisa que ele carregasse consigo neste dia. 
                                                                   


" No interior de seu mais alto conselho, alguns dos elfos anciões resistiram espiritualmente, e são como a bruma dentro da floresta, aguardando para retornar"
                                                                               - Inscrição na Velha Folha, taverna de Lança do Mar



Lírio dos prantos

"O lírio dos prantos produz o mais mortal dos venenos, mas quando colhido no primeiro dia de primavera gera uma poção capaz de curar qualquer enfermidade."
(Hückel - o Alquismista)

O sol da manhã do primeiro dia de primavera entrava pela janela daquele simples casebre, a Esposa então segurou nos braços pela primeira vez o filho, fruto de seu amor. O Marido não se cabia de tanto orgulho com a chegada ao mundo de seu primogênito. Viviam num bosque a beira da estrada e era o dia mais feliz de suas vidas.

O tempo não poderia estar melhor, o Marido cuidava da plantação enquanto a Esposa preparava a refeição e observava seu pequenino filho dormir, um dia tipicamente normal para aquela simples família. O Marido ouviu alguns sons vindos ao longo da estrada, mas nem se preocupou, pois passavam muitos viajantes naquela região. Quando três homens se aproximaram o Marido viu que aquele trio tinha algo de suspeito e avisou a Esposa para que ela se escondesse com o filho dentro de casa, enquanto ele iria averiguar quem eram aqueles estranhos. Quando percebeu do que se tratava já estavam próximos demais. O Marido se desesperou e correu de encontro com os três os atacando com sua enxada, mas não pode detê-los, eles eram muito mais ágeis e tinham as armas adequadas para uma briga. Assim que mataram o Marido os três forasteiros seguiram para casa e arrebentaram a porta encontrando lá dentro a Esposa em prantos agarrada ao seu bebê, eles a arrastaram para dentro da floresta junto com seu filho, lá eles mataram a criança em frente a mãe e fizeram horrores com ela, mas a deixaram viva. Voltaram até a casa e atearam fogo em tudo, não sobrando nada.

A Esposa foi encontrada alguns dias depois ainda com vida por pessoas boas que ali passavam e ajudaram ela a se limpar e alimentar. Levaram ela até uma hospedaria que tinha próximo a estrada e a dona da hospedaria lhe ofereceu um abrigo em troca de serviços assim que a Esposa estivesse em condições de trabalhar. Mas na manhã seguinte a Esposa já não estava mais lá. Alguns dizem que ela voltou para a floresta onde o filho foi morto e até hoje vagueia por lá.

Histórias contavam que pessoas que passavam pela floresta encontravam uma mulher que chorava, e onde suas lágrimas caiam nasciam os mais belos e perfumados lírios, que foram chamados de Lírio dos Prantos, não se sabe até onde a história é verdadeira, mas essa flor só é encontrada num bosque perto daquilo que restou de uma pequena cabana que a muito foi consumida pelo fogo.

Por Mônica Fracca

As Luvas de Arthas

Dizem que Mark Arthas foi um ladrão lendário, capaz de proezas realmente notáveis, dizem que era capaz de roubar reis e invadir até a mais guardada fortaleza ou masmorra. 

São inúmeras as histórias sobre seus feitos mas, pouco se sabe sobre quem ele realmente era, tanto que é considerado folclore em alguns lugares. 

Porém um item parece provar sua existência, as Luvas de Arthas, reza a lenda que prestes a morrer Arthas entregou suas luvas a um amigo dizendo que seu talento e sua esperteza prevaleceriam mesmo em sua morte.

Quem teve a posse de tal item diz mesmo que parece ter “herdado“ os talentos ladinos de Arthas enquanto usasse as luvas, de fato as habilidades aumentavam de tal forma que era como se o portador carregasse o espírito de Athas consigo.

Mas as luvas carregam também uma maldição, ela está sempre procurando por alguém cada vez mais talentoso, como se procurasse o verdadeiro dono, após um tempo com um portador a luva simplesmente desaparece, quase sempre num momento crítico e muitas vezes provocando a morte do antigo dono. O item então surge em algum lugar aleatório a espera de um novo dono de modo que é praticamente impossível saber seu paradeiro. Mesmo assim muitos ladinos, bardos e foras da lei a cobiçam por seus poderes.

Por Gustavo "Benivos" Ribeiro