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Valorian

(Humano - Druida)

Valorian sempre se destacou dos demais jovens, ele detinha uma inteligência muito superior aos da sua idade, sempre se safando das enrascadas antes mesmo delas acontecerem.
Ao completar doze anos conheceu o mestre Joshua, que lhe propôs um desafio. Ele deveria entrar na floresta e só sair de lá quando escutasse as árvores, ou pudesse entender os sons dos animais. Valorian achou isso uma loucura, mas Joshua disse que se ele conseguisse o treinaria como um druida. Valorian não concordou muito com a ideia, mas seu grande sonho era poder sair pelo mundo em aventuras, mas seu físico não era dos melhores, então, se tornar um guerreiro não era uma opção. Decidiu então aceitar a oferta e foi junto com Joshua até a floresta dos Druidas. Chegando lá, Joshua se despediu e disse mais uma vez, só retorne quando você se tornar uno com a natureza.
Passaram-se 4 anos, e não tinha sinal de Valorian, alguns diziam que ele morreu, outros que apenas fugiu, mas Joshua negava e dizia que um dia ele iria retornar. No solstício do inverno para a surpresa de todos, Valorian retorna com um lobo o seguindo e afirmando que ele entendeu a natureza do teste, disse que muitas vezes pensou em desistir, mas seu coração e força de vontade foram maiores, e ele triunfou.
Joshua então perguntou: “Diga-me rapaz, conseguiu entender o significado de selvagem e a diferença entre esses dois mundos?”
E Valorian respondeu prontamente: “Sim, a natureza me tornou mais forte e consegui um amigo que foi fiel a mim desde o nascimento, selvageria não significa falta de cérebro. Posso afirmar sou um selvagem, mas mesmo assim ainda carrego minha educação e vontade humanas. Estou pronto mestre”. Joshua abriu um grande sorriso e disse que já era hora de começar o verdadeiro treinamento.
Passaram-se 4 anos de treinamento árduo, até que Valorian fosse intitulado Druida, não fora nada fácil, mas com Lupos ao seu lado, a transformação em lobo foi muito mais fácil, As outras transformações foram mais demoradas, mas Valorian conseguiu dominá-las.
Um dia Valorian estava meditando junto a uma árvore e Joshua se aproximou, e contou sobre certos viajantes que iriam defender o mundo do mal. Valorian ficou intrigado com a idéia e disse que queria ajudar, Joshua então encaminhou Valorian a um lago e o mandou mergulhar, sem pensar Valorian mergulhou e adormeceu. Em seu sonho viu a Grande Mãe, Deusa da natureza, que o contou sobre a situação do grupo, e de que precisavam da ajuda de um druida para poder defender o mundo do mal. Valorian concordou e a Grande Mãe, mesmo com um olhar triste , deu um breve sorriso e tudo ficou escuro novamente.
Até que ele magicamente acordou numa caverna cercado de aventureiros, eram eles o grupo que iria defender o mundo do mal, ele agradece a Deusa e com a ajuda dos outros tenta achar uma saída.

Por Vitor Fajin

Elynn

(Ladina - Humana)

Elynn é uma jovem de Dhunas que perdeu seus pais quando criança. Passou a viver como pedinte nas ruas e foi nesse tempo que começou a aprender a roubar. Passado um ano e meio vivendo das ruas um homem veio até ela e lhe ofereceu abrigo e comida, no começo ela ficou com medo e muito desconfiada do homem, mas não recusou o convite, afinal faziam dois dias que não comia nada descente e seu canto de dormir era apenas trapos improvisados em um beco.

Depois de alguns dias, seu novo amigo lhe contou sua verdadeira intenção. Disse que ele vinha observando ela há alguns dias e percebeu que a garota levava jeito para furtos, era pequena esguia e rápida. Por fim falou que ele era integrante de uma guilda, a “Adagas da Sombra”, que tem como trabalho furtos, e que poderia deixar Elynn continuar morando com e ele e se alimentando bem se ela aceitasse se juntar a ele nos trabalhos. Como Elynn era uma garota ainda achou que essa seria sua única opção e assim aceitou sua proposta.

Elynn tornou-se uma ladina muito boa, gostava do que fazia, mas não gostava do seu mentor, pois este sempre estava em cima dela não a deixando conversar com ninguém, só se fosse algo de algum trabalho. Ele também começará a tratar lhe mal, já não era como quando se conheceram.  Em um dos roubos Elynn foi pega, porém o homem que a surpreendeu não lhe entregou para milícia local, mas lhe trancou em uma sala escura e fria em um lugar estranho e fez varias perguntas. A principal pergunta era: Para quem você trabalha? Elynn foi forte e não falou nada das Adagas, mas ele já sabia de tudo e sabia mais do que ela. Este homem era conhecido como Ulonir um verdadeiro integrante das Adagas da Sombra da sede de Porto Casto. Ele contou a história da guilda e com muito custo Elynn entendeu que tinha sido enganada todo esse tempo por seu mentor, ele era apenas impostor que a usava para seus roubos.

Ulonir explicou que se passar pelas Adagas era muito arriscado e não era para qualquer pessoa, e que o impostor estava manchando o nome de sua querida guilda. Juntos Elynn e Ulonir elaboraram um plano para o impostor ser pego e acabar com seu trabalho sujo.

Ulonir se afeiçoou por Elynn, ela era apenas uma garota inocente que caiu na lábia de um homem ruim, portanto decidiu leva-la consigo para Porto Casto. Lá Elynn lembrou o que significava a palavra família e virou uma verdadeira Adaga. Anos se passaram e Elynn quis conhecer novos lugares além de Porto Casto, e assim saiu para a sua aventura, porém nunca se esqueceu de sua família das Adagas em Porto Casto e sempre que pode volta para fazer uma visita.

Por Mônica Fracca

Wegrick Cromwitz IV

(Divinador - Humano)

Estudou sob a tutoria de um famoso mago da região, sendo o quinto melhor aluno dele. Depois de relevar sua paixão pelas magias divinatórias, especializou-se nisso, tornando-se um dos oráculos do lugar.

Ganhou a vida ao fazer advinhações em uma barraca numa das praças. Apaixonou-se perdidamente por uma garçonete da taberna local, e depois de um breve tempo, estavam casados. Porém, eventualmente ela se cansou dele e o trocou pelo perfumista, antigo colega de xadrez dele.

Ele atualmente busca fazer um belo regime e recuperar a forma, quem sabe para conseguir alguma notoriedade entre seus pares.

Por Guthorn

Yallanir Rhunam

(Guerreiro - Humano)

Era para ter sido uma viagem normal, a previsão para que ocorresse algum contra tempo tinha deixado de existir com a contratação de um grande grupo de guardas, visto que se o problema fosse um assalto à caravana, sua proteção tornaria o fato sem importância.
Mas as coisas não são simples assim. O líder da caravana era um comerciante promissor, vendia armas, e para isso nascera com o dom, não era ferreiro, sua especialidade consistia em comprar dos trabalhadores das bigornas e vende-las. Para isso o comerciante Morin convencia até os mais desconfiados a acreditarem que suas armas fariam milagres. Não que ele só enganava, sua filosofia consistia que a autoestima e confiança associada a fé era tudo que um combatente precisava, mas quando Morin comercializava itens de qualidade superior ou para heróis com missões importantes, o dinheiro entrava em segundo plano; uma das qualidades deste comerciante era sua amizade sincera e o respeito, era capaz de entender um aventureiro sem futuro para o perigo em busca de um dragão para duelar; entendia a importância de cada um e os seus problemas. E talvez seja exatamente isso que levara a sua ruina e seu único filho de 6 anos a um destino jamais pensado por ele. O pequeno Yallanir.
Yallanir possuía desde pequeno um físico de guerreiro, alto para a idade, braços fortes e uma mente determinada; possuía também grandes olhos castanhos e uma farta cabeleira ruiva. Mas Morin tinha uma barriga de barril, cabelos e barbas negras e era tão baixo como um grande anão, a única semelhança eram os olhos, concentrados e desconfiados, a mãe de Yallanir era uma donzela de família pobre, mas sempre idealizada como a mais bela das mulheres; Morin sempre falava como um homem que ficava apaixonado com o auxílio de uma boa quantidade de cerveja.
O fato que marcaria Yallanir para o resto da vida não tinha uma explicação certa, ninguém saberia dizer quem foi ou porque ocorreu; não de forma exata. Morin ao longo da vida acumulou muitos amigos e o dobro de inimigos, de forma que sua caravana não fora assaltado por bandoleiros de estradas. O grupo de guardas contratados a véspera e de forma fácil na cidade se mostraram como mercenários contratados por um possível rival, de forma que Morin fora morto e esquartejado e toda sua mercadoria roubada. Yallanir não presenciara o fato, tinha entrado pela floresta ao lado da estrada para esvaziar as tripas enquanto tudo ocorria. Ele ouvia as risadas dos guardas, mas nada desconfiou porque sabia que os adultos ficavam sorridentes com a pausa de um dia de viagem cansativo junto com um barril de vinho. Dois dias mais tarde, Yallanir fora encontrado abraçado aos restos mortais de seu pai, seu corpo estava completamente sujo de sangue e fedia a carne em decomposição, sua mente estava vagando em algum lugar, de forma que quando o levaram ele balbuciava coisa incoerente sobre “sabre e “leões”.
Yallanir fora entregue a uma igreja qualquer, tinha sido visto como uma criança louca, mas com o tempo um sentimento de vingança e inconformismo cresceu dentro dele, de forma que na primeira oportunidade abandonou o trabalho da igreja e fora morar na rua, queria saber o por quê aquilo tinha acontecido com seu pai, e a rua era aparentemente o melhor lugar para conseguir essas informações. Ele sobreviveu por cinco anos nas ruas, roubando, brigando, passando frio, calor, fome; mas nunca desistiu da única forma de saber algo sobre o dia que seu pai foi assassinado. Yallanir lembrava-se que seu pai estava muito apreensivo e empolgado por possuir uma arma singular – um belo sabre com a lâmina longamente curvada com o cabo em forma de leão – de forma que ele sempre que possível procurava informações sobre os sabres; mas os sabres que ele presenciava não eram tão curvos como do seu pai, teria que ser igual, pois o homem que o possuísse lhe daria informações a respeito de seu pai, assim como sua vingança.
Depois de cinco anos nas ruas, quando já era experiente o suficiente para não ser pego ou morto de forma desprevenida Yallanir presenciara um crime. Ele refugiava-se em um antigo buraco escavado e abandonado num beco sem saída da cidade. Quando estava voltando de um dia infrutífero de furtos um homem com roupas finas e caras estava rodeado por vario bandidos, todos portavam espadas baratas e armas improvisadas, no entanto o homem porta uma fina e curvada lâmina, muito parecida com a tal arma que ele procurava. Mas o que mais surpreendeu ele foi o desfecho daquela situação, o homem que parecia ter um destino selado, pois estava em desvantagem numérica atacou com uma velocidade impressionante, seu atacantes tentaram ataca-lo, mas ele usava seus movimentos contra eles mesmo, pois hora atacava, hora esquiva, fazendo uma dança de morte, cortando, furando, acertando um alvo improvável à suas costas; seus passos eram leves e precisos. Yallanir não sabia o que fazer, mas mesmo assim ele agiu, por puro impulso, pois Yallanir sempre fora impulsivo para tudo aquilo que desconhecia, pegou uma clava de um dos bandidos que deixara no chão e atacou um dos bandidos fazendo este baixar à guarda, enquanto o misterioso homem abria um pequeno, mas fundo rasgo em sua garganta fazendo o sangue jorrar longe. Quando tudo tinha acabado o homem surpreso pela inesperada ajuda questionou o jovem o motivo de sua ajuda, Yallanir só disse uma coisa, “o sabre”.
A partir daquele momento, o homem ajudou Yallanir, se ele se interessava por sabres e principalmente por aquele tipo, pois poucos conheciam a técnica para maneja-la, consistia num sabre apelidado como “rápido”, era mais rápido e preciso do que os convencionais, ele precisaria se dedicar e quando conseguisse achar a tal arma estaria preparado para tomar do seu falso dono.
O homem misterioso era um rico senhor já de meia idade que ganhara fortunas em duelos, dizia que nunca perdera e tinha uma técnica de luta exótica, seu apelido quando jovem era de “duelista da morte”, uma alcunha que sempre vinha acompanhado por morte e medo, com o tempo o duelista caiu no anonimato por algum motivo escolhido por ele mesmo, ele nunca disse seu nome verdadeiro apenas um nome que ele usava nas ruas quando tratava alguns assuntos de importância para pessoas que tinham inimigo, Rhunam.
Com o tempo Yallanir adquiriu técnicas parecidas como a do duelista, mas de forma diferente, pois Yallanir construíra um método que achava vantajoso misturando mais de uma técnica. Seu desejo pelo sabre estava ainda latejando dentro de seu peito, mas só aprenderia a manuseá-lo quando encontrar a antiga arma com o punho de leão que fora de seu pai. Viajando pelo mundo em busca de pistas e conhecimento Yallanir se tornara um combatente peculiar e perigoso, não possuía os ataques pesados e brutais de alguns guerreiros, sua forma de lutar consistia na velocidade e precisão.
Muitos anos se passaram e sua procura continua como a mais sólida das lembranças.

Por Igor Milen

A curandeira do gelo

"Em Turinnia existe, na parte mais gelada e infértil, uma pequena cabana. Ela fica situada ao pé de uma montanha que só se vê atravessando muitos dias de gelo vindo do sul. Ali, ao redor da casa, crescem pequenas ervas e vive uma senhora. Vez por outra grupos de aventureiros fazem jornadas até lá com o intento de salvar uma vida, ou procurando ervas mágicas.
A senhorinha cuida para que todos saiam de lá com respostas, e ninguém deixa de lhe ofertar boa comida e vinhos, aos quais ela aprecia e agradece com um sorriso simpático."

Diário de viagem - Tarannur Sannam

Sollis Nailoh

(Feiticeiro - Meio-elfo)

O meio-elfo acordou e deu de frente com um rosto velho mas também muito sábio. O rosto pertencia a um curandeiro que havia encontrado o meio-elfo desacordado a beira de um rio nas proximidades de Vila Forte. Quando o meio-elfo foi questionado sobre quem era para a surpresa do velho ele não soube responder, todo o passado estava esquecido, o velho o chamou de Ingmar Nailoh.

Com o tempo o velho percebeu que aquele meio-elfo dotava de algumas habilidades mágicas, o velho então instruiu Ingmar nos caminhos da feitiçaria, e Ingmar demonstrou imensa aptidão. 

Como foi encontrado no rio Ingmar devia sua vida as águas e assim se tornou devoto de Balenna as deusa dos mares e rios.

Ingmar um dia encontrou nas coisas do velho um medalhão, teve um lapso de suas antigas memórias e soube que era seu. O velho tentou explicar pra Ingmar do que se tratava mas ele se sentia traído e achava que o curandeiro queria esconder dele o passado. Sem avisar Ingmar decidiu vagar pelo mundo em busca do seu passado e do significado daquele medalhão que ele carregava. Após conhecer seu passado soube que nunca se chamara Ingmar, e sim Sollis. 

Sollis desenvolveu maestria na arte de encantar cordas e este é seu modo de atar os inimigos e tambem de conseguir fuga e sobrevivência em situações de risco. Tambem se tornou um adepto do fogo, e isso o tornou mais agressivo com o tempo. Desde então, pra financiar suas viagens Sollis troca suas habilidades por algum dinheiro e auxilia grupos de viajantes ou aventureiros, e agora busca desenvolver sua magia em ataque.

Qhynt - O sábio lunático

"O Senhor da cidade pediu a todos que se silenciassem e começou a dizer:
 - A gente não fizemos essa guerra por...
Foi interrompido bruscamente pelas risadas histéricas que vinham do fundo do salão. Procurou com os olhos em fúria o engraçadinho. Encontrou-o facilmente, era um velho com barbas e cabelos brancos em vestes espalhafatosas, a face do ancião estava corada pelas risadas e o som ecoava no salão. Alguns abafavam risinhos outros o olhavam com repugnância. O Senhor ordenou aos guardas que prendessem o idoso. Antes de ser levado do salão o velho disse:
 - Perdão vossa majestade, mas o correto seria 'nós não fizemos'.
Foi levado embora.

Eu fiquei intrigado com aquele velho e movido por uma vontade que nem eu mesmo compreendia resolvi ajudá-lo a sair da prisão. Paguei sua fiança e libertei o lunático. Abriguei o homem em minha casa e em nossas conversas descobri que seu nome era Qhynt e que ele havia nascido no Solar dos Eruditos, onde por muito tempo estudou. Notei imensa sabedoria naquela estranha pessoa, porém sua personalidade era caótica. Por vezes estava me ensinando sobre coisas maravilhosas que ele havia visto pelo mundo e em algum momento mudava o rumo do diálogo e começava a dizer coisas que não apresentavam sentido algum.

Comecei a escrever alguns de seus relatos e um dia ele simplesmente desapareceu. Ouvi falar mais algumas vezes dele mas com os anos não soube mais de seu paradeiro. Por um tempo julguei que ele houvesse morrido, afinal ele aparentava ter bastante idade.

Certa vez eu tomava tranquilamente meu rum em umas das inúmeras tavernas de Mards quando ouvi o relato de um marinheiro. Ele dizia de um velho com barba e cabelos muito brancos em vestes espalhafatosas que encontrara no norte. Segundo ele, o velho tinha o péssimo hábito de corrigir os outros e se apresentava como o deus da sabedoria. Quando perguntei ao marinheiro o nome do homem que se intitulava deus ele apenas me disse que era algo estranho parecido com quente."

Ghalis - cidadão de Mards

O guardião da Mandíbula


"Uma lenda antiga, que jamais comprovei, conta que aquele que consegue chegar até o topo da Mandíbula é agraciado com uma visão futura. E quem o espera no alto é O Guardião.

Segundo relatos um homem alto para os padrões humanos e muito esguio, vestindo um longo manto acincentado e  barbas muito longas sempre viveu no topo da Mandíbula, e lá oferece preces, e cultua seus próprios deuses antigos. Poucas palavras temos dele, mas diz-se que muito antes dos povos rumarem para o sul e estabelecerem os reinos por lá, homens de poder subiram até ele, e tiveram a visão do que hoje seriam as cidades dos Portos e o mar do Sul. Em outra ocasião ele já foi visto descendo a montanha até um rio, e parecia caminhar tranquilamente entre as fendas e lâminas mortais de gelo.

Histórias contam que ele foi um dos responsáveis por banir Samarah, e que as cinco lâminas sempre precisam de seus conselhos. A realidade é que este homem é o único que conseguiu domar os lobos ferozes do gelo, e o único capaz de prever as avalanches naquelas montanhas

O desafio maior é chegar até o 'Último Canino' , pois as montanhas da Mandíbula colecionam ossadas e mistérios."              

Dos contos da noite gelada - Hunnuë Thelian

Thaena Brewstone

(Ranger - Humana)

Quarta filha do Rei do Sul a jovem princesa Thaena nunca foi uma dama propriamente dita, enquanto sua irmã mais nova preferia os bordados e as regras de etiqueta, ela preferia os contos de bravos feitos heroicos e assistir seus irmãos mais velhos tomarem lições de espada. Ainda com oito anos de idade Thaena conheceu Melvras, um estalajadeiro no bairro élfico na Cidade do Porto. Melvras era amigo pessoal do rei e com o consentimento ensinou Thaena a lutar com o arco. Quando ela completou treze anos de idade viu seu irmão Symeon partir da cidade com uma caravana. Anos mais tarde seu irmão foi acusado de assassinato e sua cabeça foi colocada a prêmio.

Thaena então já era uma hábil arqueira e também tinha aprendido outras técnicas. Melvras a presenteou com seu próprio arco, Thaena viria descobrir mais tarde que aquela arma era encantada. A família sofria com o desgosto do destino que tomou Symeon, mas Thaena não conseguia acreditar nas coisas que diziam, tinha convicção da inocência de seu irmão. Certa noite disfarçou-se e abandonou a corte vagando pelo sul em busca de seu querido irmão.

Conheceu muitas pessoas e aprendeu muitas outras coisas. Se especializou com o arco e se tornou mortal com esta arma. Suas viagens a tornaram uma mulher corajosa, com dezenove anos ela já realizou feitos dignos de causar inveja ao mais bravo aventureiro. No meio de suas buscas conheceu Sollis, que antes era Ingmar, e também Belchior, um príncipe elfo da antiga Anärion, dentre outros. Juntos eles retomaram Telrúnia do domínio dos orcs e depois disso se separaram. Após um tempo acabaram se unindo de novo. Mas Belchior não era mais o mesmo, estava diferente e trouxe problemas a elas e seus amigos, decidiu deixá-los e foi atrás de uma nova pista que surgiu de seu irmão desaparecido. Seus amigos não sabem quem ela é realmente e ela prefere que as coisa continuem assim. Ela aprecia a companhia deles e está sempre atenta a qualquer sinal que pode levá-la até Symeon.

Byrdh "Língua Divina"

(Bardo - Humano)

Nascido terceiro filho de uma rica família de Porto Casto, Byrdh cresceu aproveitando os requintes da nobreza, treinou arquearia desde pequeno e quando completou dose anos de vida viu que não havia muita perspectiva além de se alimentar dos ganhos de sua família e a sombra de seu irmão mais velho.

Um irmão mais novo de seu pai lhe disse que a vida era assim quando não se era o primogênito, viver as sombras e se alimentar das riquesas até a morte, mas aquilo era pouco, e aos treze anos Byrdh se escondeu numa embarcação mercante e foi parar em alguma das ilhas da Baía Naufrágio, ali conheceu muita gente e as artes da trapaça, saiu de casa somente com seu arco e uma bolsa de dinheiro que estava se esgotando.

Um dia se engraçou com uma bela jovem e um cantor local que cortejava a moça o desafiou pela honra da rapariga, ele aceitou sob a forma de aposta, se ele conseguisse acertar o centro de um alvo com seu arco ele ficaria com a moça e o bandolim do cantor, caso contrário ele daria seu arco e seu dinheiro e deixaria a moça em paz, o cantor aceitou o desafio e Byrdh acertou o alvo três vezes consecutivas no mesmo lugar, o cantor achou aquilo digno de uma canção e ali começou uma amizade, Wilmar como se chamava o cantor lhe ensinou a tocar o bandolim que havia perdido na aposta.

Mais uma vez o mundo chamava por Byrdh e em outro navio ele entrou e foi agora cantar por outros cantos do Reino do Sul, se juntava a aventureiros e a exércitos pra depois ter inspirações pra suas canções, sempre por onde passava animava a todos com sua música e despertava paixões em muitas mulheres, por sua habilidade com a música e sua bela voz ganhou o apelido de Lingua Divina, algumas mulheres dizem que a Divindade da lingua tem outro motivo.

Byrdh agora tem vinte anos, seu pai ainda está vivo e não sabe que fim deu o filho, e nem Byrdh sabe onde cantará a próxima canção.

Mordok

Quando Dorbak II segurou seu filho nos braços sabia que aquele estava destinado as batalhas e assim foi. Mordok cresceu em Vila Forte onde seu pai era um dos mais respeitados guerreiros. Aprendeu ali muito sobre lutas e ouvia histórias sobre o mal que habitava na floresta.
"Lembro-me de ouvir histórias de sombras negras avançando em rumo a nossa cidade e somente meu avô estava lá. Meu pai sempre me contava histórias sobre meu avô, até que um dia ele foi em direção a floresta e nunca mais foi visto."
Um ano havia se passado e Mordok ainda aguardava o retorno de seu pai. Mas somente sombras saiam das florestas. Ele então ouviu lendas sobre sábios que conheciam os segredos da Floresta das Sombras, decidiu buscar a verdade por trás das histórias e deixou Vila Forte jurando só retornar quando tivesse forças o bastante para combater o mal e tentar reencontrar seu pai.
"Me tornei homem em minhas viagens, aprendi muitas coisas e hoje luto com toda minha honra espalhando a todos as glórias dos Vigilantes. Se passaram 3 anos que meu pai sumiu, mas ainda em meu sangue corre uma certeza que algúm dia vou encontrá-lo."

Ecthelion e a Ailindalë

Ecthelion Leaflong e a Ailindallë
                                                   

Os elfos tiveram dentre seus  recentes mentores Ecthelion Leaflong, e este foi o guia dos elfos durante cerca de cem anos. Ele foi um dos mortos em batalhas na invasão orc recente que tomou a Cidade da Floresta, e pouco antes da batalha ele forjou "Ailindalë", uma espada especial, pois foi feita dos fios de cabelos de Aiundë e Liundawë, suas filhas mortas por orcs num ataque furtivo as cegas ainda em Annarion.
A espada não só o tornou mais forte, mas também continha em si uma chama diferente que ardia quando cortava a carne de orc, chegando a ficar em brasa cauterizante quando utilizada por ele.
Conta-se que Ecthelion a carregou  junto aos 100 quando estes baniram os orcs pela primeira vez, mas numa busca suicida dentro das matas terminou perecendo, não se sabe onde. Os orcs tomaram a Cidade da Florestas e a espada se perdeu, assim como qualquer coisa que ele carregasse consigo neste dia. 
                                                                   


" No interior de seu mais alto conselho, alguns dos elfos anciões resistiram espiritualmente, e são como a bruma dentro da floresta, aguardando para retornar"
                                                                               - Inscrição na Velha Folha, taverna de Lança do Mar



Sagramor

(Guerreiro - Humano)

Tendo vivido os primeiros anos de sua vida em Farol Corsário, Sagramor teve uma infância difícil e de poucos recursos. Filho único de um pai negligente, que tinha de se preocupar em sobreviver dia após dia e em fazer dinheiro numa terra sem leis, e de uma mãe que embora entristecida pelas circunstâncias da vida, tendo de trabalhar no comércio e, por vezes, até mesmo se prostituir, não deixou de conceder seu amor a seu filho, Sagramor teve de aprender desde cedo a se virar sozinho em um ambiente hostil.

Sua melhor memória é a de sua mãe. Aos 8 anos, presenciou o assassinato de seus pais por criminosos que supostamente estariam ali acertando contas com seu pai. A partir daí, na condição de órfão, precisou mendigar e roubar por um tempo. Por vezes, aceitava fazer serviços sujos diversos em troca de recompensas miseráveis para piratas e criminosos. O fato de ser criança o tornava menos propenso a suspeitas e ideal para ser explorado nesse sentido. Sagramor tinha muita dificuldade para aceitar a injustiça do mundo e se sentia perdido e sem identidade tendo que sobreviver através de atos vis. 
Sentia que aquele não era o seu lugar e com o pouco recurso que conseguiu reunir, tentou fugir para outra cidade em uma embarcação pirata.

Nunca havia saído de Farol Corsário, e chegando na Cidade do Porto ficou maravilhado com a organização e o avanço daquela cidade. Lá, por azar ou sorte, encontrou um grupo de guerreiros que estava de passagem, pediu-lhes então ajuda para obter um lugar para ficar e para se alimentar. Tendo ouvido a história de Sagramor, e observado a força do garoto para suportar as intempéries que a vida lhe inflingira até então, o grupo achou uma boa idéia levar Sagramor com eles até Lança do Mar. Lá, obteve treinamento militar e foi ensinado a ter conduta e princípios de guerreiro por 10 anos. Sagramor se tornou um guerreiro duro, mas justo.

Ainda enxerga o mundo como um lugar cheio de injustiças e não se apressa para tomar partido nem jurar lealdade a ninguém e a nenhuma causa. Sempre examina as circunstâncias antes de decidir como proceder, e procede da forma que considera mais justa para contrabalancear a injustiça do mundo.

Willen Helm

(Meio-elfo - Ladino)


Willen um meio-elfo natural da Cidade do Porto, mais precisamente da área mais pobre da localidade, sua história não pode ser considerada das melhores, Willen é o fruto de um ato violento. Sua mãe humana, Anna Helm, foi estuprada por um saqueador elfo em uma viagem em que seu avô e sua avó acabaram mortos em uma emboscada, até então Anna Helm uma jovem de 17 anos tinha um futuro promissor, pois, vinha de uma família de comerciantes, no entanto, ela foi dada como morta, porém, ela conseguiu escapar com vida e levou consigo o fruto da violência em seu ventre.

Perdida, com fome, sem dinheiro ela se dirigiu para a Cidade do Porto onde saberia que iria encontrar parentes, porém não os encontrou. Muito ferida e doente foi acolhida por uma senhora chamada Madame Eliseth, a mulher acolheu a jovem Anna e deixou-a ter seu filho em troca a jovem se entregou a prostituição.

Willen cresceu em meio a essa vida. Começou a roubar e conseguiu pagar pela liberdade da mãe, não aprendeu a fazer outra coisa, no entanto, isso surtiu alguns efeitos hoje Willen é conhecedor de muitas lendas e tradições locais e tem como objetivo usar seus talentos aprendidos nas ruas em aventuras que possa enriquecê-lo para que ele possa dar uma boa vida para sua mãe.

Ele não nutre um ódio específico por elfos, na verdade até gosta da maioria deles, porém, gostaria de encontrar o seu pai, se possível o matar, no entanto vive pensando se teria coragem para tal.

Apesar do desejo de enriquecer e da própria "profissão", não se trata de uma pessoa mesquinha, porém, a dura realidade em que ele viveu o faz querer sempre dinheiro, no entanto isso não significa que ele é desleal aos amigos, apenas sempre quer a maior parte do ouro.

Fhey Bardwen

(Humano - Druida)



Sua mãe era uma cortesã em Porto Vermelho, sua mãe havia engravidado após passar uma noite com um soldado que lhe jurou amores, o soldado a abandonou quando soube, ainda com a dor do abandono foi também expulsa da casa onde trabalha. A garota rumou para os arredores da floresta decidindo assim viver isolada do resto do mundo considerando-o um lugar cheio de maldades sem fim.
Fhey cresceu nos arredores da floresta quase nunca convivendo com outras pessoas além a mãe, a floresta aos pouco foi tornando se sua casa, onde ele passava cada vez mais tempo, os animais tornaram-se seus únicos amigos ao longo do tempo.

Quando chegou a adolescência, Fhey recebeu de sua mãe uma espada, ela só disse a ele que era a espada de um homem que tinha feito parte da vida dela. Fhey praticava quase diariamente na floresta com sua espada e num de seus treinos salvou um texugo de um lobo que o atacava espantando o lobo com sua espada. O texugo, que Fhey chamou de Gris, a partir dai tornou-se seu único companheiro.

Por nunca conviver nas cidades e nem com outros humanos além da mãe Fhey foi pouco a pouco criando um vínculo cada vez mais forte com a natureza em si, e aos poucos ele foi despertando poderes que ele mesmo desconhecia e para a surpresa da mãe, que mais tarde explicou que esses poderes eram dádivas da Mãe, a deusa da natureza e que haviam outros homens que também o possuíam.

Anne, mãe de Fhey, foi tomada por uma doença que pouco a pouco consumiu sua vida. Fhey que não tinha poderes suficientes para curá-la apenas limitou-se a buscar ajuda em Porto Vermelho, onde encontrou um curandeiro druida que voltou com ele até a floresta, mas quando chegaram sua mãe já havia morrido.

Agora só, Fhey vagou por algum tempo pela floresta tentando aprender mais sobre os poderes que adquiriu e quem sabe um dai ter conhecimento o suficiente pra trazer sua mãe de volta, a única pessoa que ele tinha no mundo.

Pouco antes da queda da Cidade da Floresta, Fhey voltou a encontrar o curandeiro druida que um dia havia o ajudado, juntos eles rumaram a Cidade do Porto onde Fhey se instalou num templo no bairro dos elfos, logo vieram notícias de que a floresta tinha sido atacada e dias após os poucos elfos sobreviverão traziam feridos para o templo onde Fhey estava, ali ele ajudou muitos elfos e também conheceu Belchior.


Belchior Anärion


(Elfo - Ranger)


Filho de Felhg, o último rei dos elfos, Belchior havia acabado de nascer quando Fluoren Anärion, reino dos elfos, foi atacado e tomado por um enorme exército de orcs. Os orcs na fúria do ataque clamavam o nome de Báuruk, nome dado ao deus da vingança na língua deles. Poucos foram os elfos que escaparam da tragédia, e aqueles que sobreviveram foram acolhidos pelos homens dos Reinos do Sul, e aos elfos foi dado os domínios da Floresta.

Belchior e sua mãe estavam entre aqueles que conseguiram escapar, ele não possui lembranças de seu pai, mas sua mãe sempre lhe contou que mesmo gravemente ferido Felhg lutou bravamente até o fim, e foi por ele que os dois escaparam com vida de Anärion. 

Por algum tempo Belchior e a sua mãe Alainn viveram em paz na Cidade da Floresta que os elfos batizaram de Telrúnya e ele teve uma infância e adolescência tranquila, sempre se aventurando pela floresta com seu irmão de criação Finwe.

Quando atingiu a idade adulta, Belchior se tornou sério de de poucas palavras tenta não parecer bondoso e odeia bajulações, confiando apenas na sua espada mas, pela segunda vez, viu seu mundo desmoronar. Os orcs tinham tomado Porto Verde dos homens e atacaram com toda a força a Cidade da Floresta, com poucos elfos pra defender a vitória dos orcs foi fácil, seu irmão de criação pereceu no ataque, a Belchior restou a fuga.

Hoje vive amargurado e nutre um ódio infindável contra os orcs, como herdeiro por direito ao reino dos elfos sente-se no dever de restituir as terras e o orgulho ao seu povo.