Os Uhk Ahinat e os Pehkan

Depois da face norte da mandíbula exitem duas tribos humanas. Elas constituem uma sociedade de caçadores e o culto presente ali difere totalmente dos demais em Ferius: ali, os homens são devotos de gigantes do gelo, sendo estes os semideuses que comandam o destino destas tribos e suas práticas.
Também possuem deuses relativos ao fogo, a lua, a noite, ao sol, a fertilidade e ao inverno(morte)

A tribo de Uhk Ahinat e a tribo de Pehkan(ou dos Pehkan) estão em constante conflito por causa de terras, problemas entre membros das duas tribos, e o meior perigo ao norte, os dragões de gelo, entre outras feras que vivem entre os rochedos e em cavernas que existem ali.
Estes povos não ultrapassam os caninos e são totalmente alheios aos destinos de Ferius, sendo conhecidos também por poucos dentro do continente.  

Deus da Guerra


O Guerreiro
Quando os elfos deixaram o continente e foram residir no reino de Anärion chegaram mais homens ao reino do sul além dos primeiros que ali habitavam, homens lutavam contra homens em busca do domínio do território, mas havia lá outros seres que habitavam também a terra e com os homens em guerra os seres se espalhavam derrotando exércitos e tornando as forças dos homens fracas e desorganizadas. Quando os homens se encontravam perdidos um guerreiro vestido com sua armadura dourada e um ameaçador martelo de guerra reuniu a todos sob uma única bandeira, os homens avançaram expulsando os inimigos das terras do sul, dizem que os seres fugiram para as florestas das sombras e de lá nunca saíram.

O guerreiro que comandou os exércitos não tinha nome, não tinha lar e depois que a paz foi estabelecida ele desapareceu. Os homens passaram a cultua-lo o chamando apenas de O senhor do Martelo, ou somente por O Guerreiro.

Hoje quando os homens saem pra guerra sempre carregam o estandarte que carregaram naquelas batalhas dos princípios, uma bandeira com o Martelo, e alguns afirmam que quando uma batalha parecia perdida, O senhor do Martelo surgia dando coragem aos guerreiros e os levando a vitória.

Apesar de não ser um deus dos elfos, depois da queda de Anärion algumas pessoas dessa raça passaram a cultuar esse deus principalmente os elfos que residem em Vila Forte.


Brecha (Parte1)

"Isso já faz muito tempo, foi quando era jovem aprendiz. Acordei num campo infinito, sem saber onde estava e nem porquê. O céu parecia pintado, azul firme e intenso com um sol poente quase. Olhei pra longe e esfreguei os olhos. A sensação de leveza. Comecei a caminhar pelas colinas que nunca acabavam, e na terceira parei. Ao longe um rochedo cinzento condensava as nuvens em seu topo gelado, e nada se podia ver em qualquer dos horizontes alem de colinas. À frente muitas milhas estava aquele rochedo, único desafiando as alturas entre tantas colinas. Poderia estar no norte. Talvez próxima de Cristalya ou em Turinnia. O sol poente parecia imóvel e o frio e o vento eram constantes. Decidi seguir até aquele rochedo e procurar algum vilarejo, ou informação de onde estava,  antes que anoitecesse precisava acampar, e encontrar comida. Desci até um vale repleto de vegetação e árvores retorcidas e montei minha tenda na clareira. Olhei o mapa e nada parecido havia dentro dos limites conhecidos por nós elfos. Percebi que não sentia fome ali. E o sol não se pôs(...)"

--Yulari, elfa anciã

Petrunia - Caçadora de Relíquias

"Petrunia foi uma garota comum de até completar seus 21 anos, exceto por sua habilidade diferente com espadas e facilidade para domar os animais.
Foi quando a sua terra natal foi atacada numa misteriosa invasão por sombras através da borda da floresta. Muitos pereceram e ela ajudou na defesa junto dos homens Vila Forte.
As sombras foram rechaçadas e em troca da ajuda inesperada a guarda lhe ensinou as técnicas de luta, espadas, e arquearia. Durante dois anos ela aprendeu e ajudou na defesa das bordas da floresta. Depois disso, ela conheceu um feiticeiro errante saiu pelo mundo procurando desafios, e conhecendo formas mágicas e as histórias dos reinos. Com o passar dos anos ela decidiu caminhar só, e terminou se tornando uma caçadora de relíquias, que vive atrás de itens mágicos para vender ou usar em benefício próprio. Sua única ambição se tornou a riqueza e a fama, e muitos contam de seus pequenos e grandes golpes pelo sul de Ferius. O que não contam é que ela é uma das poucas que sabe como entrar no labirinto em Aridah, e dizem que fala com os demônios."

- Ruhda, na Taverna de Pedras, em Farol Corsário

A Carroça


"Sollis conseguira escapar com vida nas montanhas, mas meu corpo jazia ali perto. Ele então mesmo cansado e ferido providenciou um pequeno enterro ali na margem do rio, e seguiu cambaleante em direção à estrada. A vista escureceu e ele tombou. Não fosse a sorte, ou sina... Passava por ali justamente A Carroça de Timmy, e este vinha cantarolando e assoviando de longe alguma canção. Sollis olhou para cima, a cara de abestalhado suja de barro sorria mesmo contorcida pela dor do tombo na terra. Timmy salvou Sollis e ele está bem"

 --Sombra, guia da sétima casa, mensagem dos ventos

Costela e A Carroça
 Timmy é um viajante bonachão e um vendedor astuto. Alto e muito magro, tem orelhas grandes e rosadas. Os cabelos são avermelhados e ele possui muitas sardas, mantendo apenas uma barbicha no queixo que não cresce muito. A única companhia do bom homem é Costela, um cão que, dizem, era seu irmão, mas teria sido transformado ao tomar uma poção há muito tempo, quando eram garotos. Dizem também que Timmy vive há mais de um século mesmo sendo um humano, pois sua Carroça tem além de bebidas, provisões e algum ou outro item, a fama de sempre guardar algumas poções que ele vende para aventureiros em apuros. Não é possível saber onde A Carroça está, a não ser que estejas com Timmy. Mas ele viaja sozinho, e também é conhecido por estar constantemente embriagado de algo. Timmy fuma um cachimbo que, jura, foi presenteado por Liundën, a mãe de Ecthelion Inglorion, e também vende ervas de fumo.


Por Carlos La Terza

Elynn

(Ladina - Humana)

Elynn é uma jovem de Dhunas que perdeu seus pais quando criança. Passou a viver como pedinte nas ruas e foi nesse tempo que começou a aprender a roubar. Passado um ano e meio vivendo das ruas um homem veio até ela e lhe ofereceu abrigo e comida, no começo ela ficou com medo e muito desconfiada do homem, mas não recusou o convite, afinal faziam dois dias que não comia nada descente e seu canto de dormir era apenas trapos improvisados em um beco.

Depois de alguns dias, seu novo amigo lhe contou sua verdadeira intenção. Disse que ele vinha observando ela há alguns dias e percebeu que a garota levava jeito para furtos, era pequena esguia e rápida. Por fim falou que ele era integrante de uma guilda, a “Adagas da Sombra”, que tem como trabalho furtos, e que poderia deixar Elynn continuar morando com e ele e se alimentando bem se ela aceitasse se juntar a ele nos trabalhos. Como Elynn era uma garota ainda achou que essa seria sua única opção e assim aceitou sua proposta.

Elynn tornou-se uma ladina muito boa, gostava do que fazia, mas não gostava do seu mentor, pois este sempre estava em cima dela não a deixando conversar com ninguém, só se fosse algo de algum trabalho. Ele também começará a tratar lhe mal, já não era como quando se conheceram.  Em um dos roubos Elynn foi pega, porém o homem que a surpreendeu não lhe entregou para milícia local, mas lhe trancou em uma sala escura e fria em um lugar estranho e fez varias perguntas. A principal pergunta era: Para quem você trabalha? Elynn foi forte e não falou nada das Adagas, mas ele já sabia de tudo e sabia mais do que ela. Este homem era conhecido como Ulonir um verdadeiro integrante das Adagas da Sombra da sede de Porto Casto. Ele contou a história da guilda e com muito custo Elynn entendeu que tinha sido enganada todo esse tempo por seu mentor, ele era apenas impostor que a usava para seus roubos.

Ulonir explicou que se passar pelas Adagas era muito arriscado e não era para qualquer pessoa, e que o impostor estava manchando o nome de sua querida guilda. Juntos Elynn e Ulonir elaboraram um plano para o impostor ser pego e acabar com seu trabalho sujo.

Ulonir se afeiçoou por Elynn, ela era apenas uma garota inocente que caiu na lábia de um homem ruim, portanto decidiu leva-la consigo para Porto Casto. Lá Elynn lembrou o que significava a palavra família e virou uma verdadeira Adaga. Anos se passaram e Elynn quis conhecer novos lugares além de Porto Casto, e assim saiu para a sua aventura, porém nunca se esqueceu de sua família das Adagas em Porto Casto e sempre que pode volta para fazer uma visita.

Por Mônica Fracca

Wegrick Cromwitz IV

(Divinador - Humano)

Estudou sob a tutoria de um famoso mago da região, sendo o quinto melhor aluno dele. Depois de relevar sua paixão pelas magias divinatórias, especializou-se nisso, tornando-se um dos oráculos do lugar.

Ganhou a vida ao fazer advinhações em uma barraca numa das praças. Apaixonou-se perdidamente por uma garçonete da taberna local, e depois de um breve tempo, estavam casados. Porém, eventualmente ela se cansou dele e o trocou pelo perfumista, antigo colega de xadrez dele.

Ele atualmente busca fazer um belo regime e recuperar a forma, quem sabe para conseguir alguma notoriedade entre seus pares.

Por Guthorn

Yallanir Rhunam

(Guerreiro - Humano)

Era para ter sido uma viagem normal, a previsão para que ocorresse algum contra tempo tinha deixado de existir com a contratação de um grande grupo de guardas, visto que se o problema fosse um assalto à caravana, sua proteção tornaria o fato sem importância.
Mas as coisas não são simples assim. O líder da caravana era um comerciante promissor, vendia armas, e para isso nascera com o dom, não era ferreiro, sua especialidade consistia em comprar dos trabalhadores das bigornas e vende-las. Para isso o comerciante Morin convencia até os mais desconfiados a acreditarem que suas armas fariam milagres. Não que ele só enganava, sua filosofia consistia que a autoestima e confiança associada a fé era tudo que um combatente precisava, mas quando Morin comercializava itens de qualidade superior ou para heróis com missões importantes, o dinheiro entrava em segundo plano; uma das qualidades deste comerciante era sua amizade sincera e o respeito, era capaz de entender um aventureiro sem futuro para o perigo em busca de um dragão para duelar; entendia a importância de cada um e os seus problemas. E talvez seja exatamente isso que levara a sua ruina e seu único filho de 6 anos a um destino jamais pensado por ele. O pequeno Yallanir.
Yallanir possuía desde pequeno um físico de guerreiro, alto para a idade, braços fortes e uma mente determinada; possuía também grandes olhos castanhos e uma farta cabeleira ruiva. Mas Morin tinha uma barriga de barril, cabelos e barbas negras e era tão baixo como um grande anão, a única semelhança eram os olhos, concentrados e desconfiados, a mãe de Yallanir era uma donzela de família pobre, mas sempre idealizada como a mais bela das mulheres; Morin sempre falava como um homem que ficava apaixonado com o auxílio de uma boa quantidade de cerveja.
O fato que marcaria Yallanir para o resto da vida não tinha uma explicação certa, ninguém saberia dizer quem foi ou porque ocorreu; não de forma exata. Morin ao longo da vida acumulou muitos amigos e o dobro de inimigos, de forma que sua caravana não fora assaltado por bandoleiros de estradas. O grupo de guardas contratados a véspera e de forma fácil na cidade se mostraram como mercenários contratados por um possível rival, de forma que Morin fora morto e esquartejado e toda sua mercadoria roubada. Yallanir não presenciara o fato, tinha entrado pela floresta ao lado da estrada para esvaziar as tripas enquanto tudo ocorria. Ele ouvia as risadas dos guardas, mas nada desconfiou porque sabia que os adultos ficavam sorridentes com a pausa de um dia de viagem cansativo junto com um barril de vinho. Dois dias mais tarde, Yallanir fora encontrado abraçado aos restos mortais de seu pai, seu corpo estava completamente sujo de sangue e fedia a carne em decomposição, sua mente estava vagando em algum lugar, de forma que quando o levaram ele balbuciava coisa incoerente sobre “sabre e “leões”.
Yallanir fora entregue a uma igreja qualquer, tinha sido visto como uma criança louca, mas com o tempo um sentimento de vingança e inconformismo cresceu dentro dele, de forma que na primeira oportunidade abandonou o trabalho da igreja e fora morar na rua, queria saber o por quê aquilo tinha acontecido com seu pai, e a rua era aparentemente o melhor lugar para conseguir essas informações. Ele sobreviveu por cinco anos nas ruas, roubando, brigando, passando frio, calor, fome; mas nunca desistiu da única forma de saber algo sobre o dia que seu pai foi assassinado. Yallanir lembrava-se que seu pai estava muito apreensivo e empolgado por possuir uma arma singular – um belo sabre com a lâmina longamente curvada com o cabo em forma de leão – de forma que ele sempre que possível procurava informações sobre os sabres; mas os sabres que ele presenciava não eram tão curvos como do seu pai, teria que ser igual, pois o homem que o possuísse lhe daria informações a respeito de seu pai, assim como sua vingança.
Depois de cinco anos nas ruas, quando já era experiente o suficiente para não ser pego ou morto de forma desprevenida Yallanir presenciara um crime. Ele refugiava-se em um antigo buraco escavado e abandonado num beco sem saída da cidade. Quando estava voltando de um dia infrutífero de furtos um homem com roupas finas e caras estava rodeado por vario bandidos, todos portavam espadas baratas e armas improvisadas, no entanto o homem porta uma fina e curvada lâmina, muito parecida com a tal arma que ele procurava. Mas o que mais surpreendeu ele foi o desfecho daquela situação, o homem que parecia ter um destino selado, pois estava em desvantagem numérica atacou com uma velocidade impressionante, seu atacantes tentaram ataca-lo, mas ele usava seus movimentos contra eles mesmo, pois hora atacava, hora esquiva, fazendo uma dança de morte, cortando, furando, acertando um alvo improvável à suas costas; seus passos eram leves e precisos. Yallanir não sabia o que fazer, mas mesmo assim ele agiu, por puro impulso, pois Yallanir sempre fora impulsivo para tudo aquilo que desconhecia, pegou uma clava de um dos bandidos que deixara no chão e atacou um dos bandidos fazendo este baixar à guarda, enquanto o misterioso homem abria um pequeno, mas fundo rasgo em sua garganta fazendo o sangue jorrar longe. Quando tudo tinha acabado o homem surpreso pela inesperada ajuda questionou o jovem o motivo de sua ajuda, Yallanir só disse uma coisa, “o sabre”.
A partir daquele momento, o homem ajudou Yallanir, se ele se interessava por sabres e principalmente por aquele tipo, pois poucos conheciam a técnica para maneja-la, consistia num sabre apelidado como “rápido”, era mais rápido e preciso do que os convencionais, ele precisaria se dedicar e quando conseguisse achar a tal arma estaria preparado para tomar do seu falso dono.
O homem misterioso era um rico senhor já de meia idade que ganhara fortunas em duelos, dizia que nunca perdera e tinha uma técnica de luta exótica, seu apelido quando jovem era de “duelista da morte”, uma alcunha que sempre vinha acompanhado por morte e medo, com o tempo o duelista caiu no anonimato por algum motivo escolhido por ele mesmo, ele nunca disse seu nome verdadeiro apenas um nome que ele usava nas ruas quando tratava alguns assuntos de importância para pessoas que tinham inimigo, Rhunam.
Com o tempo Yallanir adquiriu técnicas parecidas como a do duelista, mas de forma diferente, pois Yallanir construíra um método que achava vantajoso misturando mais de uma técnica. Seu desejo pelo sabre estava ainda latejando dentro de seu peito, mas só aprenderia a manuseá-lo quando encontrar a antiga arma com o punho de leão que fora de seu pai. Viajando pelo mundo em busca de pistas e conhecimento Yallanir se tornara um combatente peculiar e perigoso, não possuía os ataques pesados e brutais de alguns guerreiros, sua forma de lutar consistia na velocidade e precisão.
Muitos anos se passaram e sua procura continua como a mais sólida das lembranças.

Por Igor Milen

Flurinnë, ou as águas vivas dos elfos


Flurinnë é o nome do rio que nasce nas Cordilheiras de Ferro e atravessa a Floresta das sombras, nessa Floresta ele não passa de um pequeno rio de águas calmas, mas quando ele chega a Vila Forte torna-se um imenso rio de águas caudalosas, ele atravessa todo o sul de Ferius passando por Telrúnia e desaguando próximo a Porto Verde.

A sua magia, segundo os elfos, tem um poder ilimitado, mas os espíritos das águas atendem apenas àqueles que possuem os dons. Desde o dia em que os elfos da antiga Anärion foram aceitos nos Reinos do Sul, o rio tornou-se uma espécie de divindade para este povo. De Lehfluin e outras localidades de Ferius elfos peregrinam até templo de Laureäh, a deusa das águas para os elfos. Este templo fica localizado próximo a Telrúnia as margens do Flurinnë, foi construído recentemente e já possui enorme destaque, quando os orcs tomaram a cidade foi um dos poucos lugares que permaneceu intacto.

Para muitos o rio é a forma de transporte mais fácil em alguns momentos, em certas regiões onde atravessar as matas pode ser perigoso, e uma embarcação pode cruzar as águas do Flurinnë sem problemas, se o rio permitir. Dizem que essas águas têm vida própria.

A curandeira do gelo

"Em Turinnia existe, na parte mais gelada e infértil, uma pequena cabana. Ela fica situada ao pé de uma montanha que só se vê atravessando muitos dias de gelo vindo do sul. Ali, ao redor da casa, crescem pequenas ervas e vive uma senhora. Vez por outra grupos de aventureiros fazem jornadas até lá com o intento de salvar uma vida, ou procurando ervas mágicas.
A senhorinha cuida para que todos saiam de lá com respostas, e ninguém deixa de lhe ofertar boa comida e vinhos, aos quais ela aprecia e agradece com um sorriso simpático."

Diário de viagem - Tarannur Sannam